sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Para onde vão os Direitos Humanos?

Não sou adepta nem da Teoria Universalista dos Direitos Humanos e nem da Teoria Relativista dos Direitos Humanos, mas me utilizo desde já dessas duas para compreender e discernir a respeito dos direitos no caso concreto.

Prega a Teoria Universalista que os Direitos Humanos são os mesmos para o mundo todo. Prega a Teoria Relativista que deve ser respeitada a cultura e ancestralidade de cada comunidade.
Penso que estas duas teorias devem ser pesadas numa balança. Nem um dos pratos da balança da Justiça, os pratos da Deusa, devem pender para um só dos lados, lado esquerdo ou direito. Assim devem ser levados sempre em consideração os Direitos Universais básicos, aqueles da Declaração dos Direitos Humanos, mas deve ser levada em conta também as singularidades, a diversidade, a cultura dos povos.

Não tem receita para achar o ponto certo da Justiça a se constituir a partir dos Direitos Humanos. Mas, já tenho um dosador que pode nos ajudar muito. Esse dosador dosa as virtudes. Assim devemos buscar o fiel marcando ali na balança a dose correta de paz, amor, compaixão, verdade, resolução de conflito, enfim, os anjos cabalísticos. Isso poderia se dar da mesma forma que se afina um violão através de dispositivo no celular. Quando quero a afinação correta da nota mi, vou afinando até encontrar no centro uma luzinha verde neon que indica que a nota já está afinada e assim posso partir para outras cordas, outras notas. 


Assim, como alguém concluiu que o infanticídio em algumas tribos indígenas deve ser proibido, mas com diálogo e preparação tendo em vista o sofrimento que esse item causa em todos os sentidos tanto para essas comunidades indígenas quanto para outras pessoas que presam a vida e o bem estar de todos os bebês, todas as mulheres do mundo devem ter igualdade e respeito em relação aos homens, a vida e a integridade física dos animais deve ser respeitada e assim por diante. 


A propósito, no se refere ao direito dos animais aqui não vou entrar na subjetivação destes direitos a que se pretende, mas convém notar que entre as virtudes humanas a serem alcançadas, abrangidas e agasalhadas está a virtude da compaixão para com os animais, compaixão essa que o ser humaninho vem perdendo num sistema amplo e mundial que coisifica aquilo que vive.


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